NO DINAMÔMETRO…

Shelby GT500 2013 vs Camaro ZL1 2013 no dinamômetro!


Via (Notícias Automotivas)
Publicado terça-feira, 5 de junho de 2012

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Celtinha “Pikes Peak” com 400 cavalos!! Insano!

Ola pessoal, hoje trago o projeto do Celta “Pikes Peak” que esta sendo feito por Rafael Paschoalin e a intensão é que ano que vem ele viaje para os Estados Unidos!
Este projeto reúne os responsáveis pela engenharia do Lobini, um dos melhores ilustradores do país e um dos pilotos mais rápidos que conheço. Vai ser bonito e insuportavelmente rápido, goste você do Celta – ou não!

O carro está sendo construído para participar do lendário rali de velocidade Pikes Peak, provavelmente na edição de 2012. De massivamente diferente em relação a um Celta de rua, ele trará a tração no lugar certo (traseira) e a ausência de lugar para a sogra – porque o motor vai ficar no entre-eixos, atrás do banco do motorista.

O milzinho atual dará lugar a um 1.8 – também da Chevrolet, com bielas e pistões forjados, cabeçotes fluxados e graduação do comando de válvulas especificado pelo preparador Roberto Arantes. Sobrealimentado, a usina receberá o ânimo de um turbo roletado Garrett GT2860R, soprando um mínimo de 1,5 BAR. Espera-se algo entre 350 e 400 cavalos, em um conjunto leve e dinamicamente equilibrado – o que não seria possível utilizando um V6 central-traseiro, por exemplo.

Dieta, peso-potência e aderência

O Celta já é um carro muito leve. Tão leve que as portas, por exemplo, não precisarão ser substituídas por peças em fibra de vidro (o material será usado no capô, paralamas e tampa traseira). Bastará a remoção da folha interna, e a substituição dos vidros por policarbonato – não se esqueçam de que haverá a gaiola para proteção ao piloto.

Por isso, a lista de dieta não é extensa como a do meu projeto Dart Games. Por sinal, guarde o nome desta loucura: Celta TTa.

Bancos dianteiros – 26 kg
Banco traseiro – 13,5 kg
Tampão – 1,5 kg
Cintos traseiros – 2,2 kg
Estepe aro 13 – 11 kg
Macaco – 1 kg
Carpete e isolantes – 8,5 kg
Acabamento traseiro – 2,5 kg
Total – 66,2

A idéia de Paschoalin é ter um carro com aproximadamente 900 quilos – 40 a mais que o modelo original. O acréscimo vem principalmente da estrutura tubular, mas o motor maior, o turbo e outros equipamentos menores trazem alguns quilos a mais.

Com a potência estimada em 350-400 cavalos, teremos uma relação peso-potência entre 2,25 e 2,57 quilos por cavalo. É comparável a um Porsche 911 GT2 RS (2,21kg/cv) ou a um Ferrari 458 Italia (2,42 kg/cv). Expectativa de distribuição de massas de aproximadamente 55T-45D – caso isso se confirme, será excelente. Carros pequenos com motores centrais não costumam ter boa distribuição de peso.

A suspensão dianteira será reestruturada, com reforços e geometria redesenhada; e a traseira será inteiramente nova, projetada pela EB-Tech. Pneus tipo track-day, medidas 225 e 245/45 ZR17. Por fim, a bitola será alargada em algumas polegadas, transformando o celtinha em praticamente um cubo (risos) – ao melhor estilo dos Peugeot de rally da década de 90.

Dificuldades conceituais e a compensação

Um hatch com motor central, ao melhor estilo dos Renault R5 Turbo ou o Clio V6, nunca foi e nunca será um tipo fácil de ser pilotado. Muita potência, entre-eixos curto e uma distribuição de peso desfavorável costumam se traduzir em um carro temperamental, nervosinho e inquieto, que sai de frente nas entradas de curva… e repentinamente solta a traseira, quando a inércia no eixo traseiro se combina ao excesso de força do motor.

Assista ao primeiro clipe da preparação do Celta EB Tech PPIHC para o Pikes Peak 2012.

Mas aí é que está. A dupla Fábio Birolini e Alaor Espósito (EB-Tech) combinam conhecimento técnico, sensibilidade dinâmica e capacidade de construção de projetos que são uma referência no mercado. Os caras não apenas constroem, eles desenvolvem. Fazem o fine tuning. Não são engenheiros de gabinete, são caras com o automobilismo na veia. E com o Rafa Paschoalin no volante, que é um dos caras mais feras que conheço na arte da pilotagem, não tem como dar errado. E a construção já começou…

Tudo isso não me impede, claro, de chamar o Celta de “Projeto Priscilla” ou de “carro da TVA”. Afinal, amigos são pra essas coisas. E também pra dar conselho: se você ver esse carro no seu espelho, seja na rua ou em um track day, nem arrisque. Subaru WRX STI, Mitsubishi Evolution, Porschinho intermediário? Esqueça. Você vai perder. Aos amigos, diga que foi sei lá, para um Zonda.

Via(Jalopnik)
Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011